Os elastômeros são macromoléculas termoplásticas onde algumas cadeias estão ligadas umas às outras através de ligações atômicas transversais, pontes ou reticulações. Essas ligações são conhecidas como pontos de encadeamento. São da família dos materiais de Engenharia, formando um elo entre os Termoplásticos e Elastômeros, sendo comercialmente conhecidos como “Borracha Termoplástica”.
As cadeias moleculares dos materiais elastoméricos estão distribuídas desordenadamente, com poucas reticulações ao longo da macromolécula e com espaçamento elevado entre elas. Esse tipo de estrutura molecular proporciona ao material maleabilidade. Por esse motivo, os elastômeros apresentam comportamento mecânico semelhante às borrachas em temperatura ambiente, ou seja, possuem a característica de ao aplicar-se uma tensão sobre o material, o mesmo deformar-se acima do dobro de seu comprimento inicial e após a retirada da tensão, o material retornar ao seu comprimento/formato original, sem que aconteça uma deformação permanente.
Os termoplásticos elastoméricos ou elastômeros são amplamente utilizados em conjunto com outras resinas termoplásticas, agregando maior resistência mecânica ao material, se comparado às propriedades originais da resina onde ocorre a incorporação do elastômero.
Quando a mistura (termoplásticos + elastômero) ocorre na fase de polimerização, os materiais resultantes são chamados compostos ou blendas, já na mistura mecânica o produto obtido é chamado de blenda e a principal característica é a moldabilidade e reprocessamento quando submetido à temperatura acima de sua temperatura de fusão, assim, possibilitando 100% de reciclagem destes materiais, além disso, o uso destes materiais em resinas termoplásticas possibilita maior resistência à aplicação em baixas temperaturas, peças com dureza variável (de acordo com a necessidade). Contudo, algumas desvantagens do uso deste material agregado aos termoplásticos são: aumento do custo do material e menor tensão de rotura do material.
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